1.) You've been around for awhile and you are also responsible for the freestyle boom in Brazil. How did you start skating and what motivates you to keep skating at such an active pace today?


I had my first skate in 1979, but I only saw freestyle for the first time in 1984 and I competed as an amateur until 1990. With a huge economic crisis in Brazil, skateboard magazines closed, the vast majority of brands and manufacturers and I stopped for 13 years.
When I returned in 2003 freestyle did not exist in Brazil competitively, so I started to call the professionals that skated in the 80's, I organized all the championships for 5 years and the 2 Worlds in Brazil (2005-2008), the new generation of freestyle in Brazil appeared. What keeps me moving are the new challenges and see the free style consolidate, despite facing another major crisis here in Brazil, the skateboard is strengthened and World Round Up is a pillar of support for it.

Eu tive meu primeiro skate em 1979, mas só vi o freestyle pela primeira vez em 1984 e competi como amador até 1990. Com uma enorme crise econômica no Brasil, as revistas especializadas fecharam, a grande maioria de marcas e fabricantes e eu parei por 13 anos.
Quando voltei em 2003 o freestyle não existia mais no Brasil competitivamente, então comecei convocando os profissionais que andaram nos anos 80, organizei todos os campeonatos e os 2 mundiais no Brasil, aí surgiu a nova geração do freestyle no Brasil. O que me mantém hoje são novos desafios e ver que o freestyle se consolidou, apesar de enfrentarmos outra enorme crise aqui, o skateboard está fortalecido e o World Round Up é um pilar de sustentação para isso.


2.) Your body had been beaten and battered all these years. What injuries have you sustained and how are you coping with it? I also notice that you have always worn shinguards. Bad shins?


I have strong bones, healthy ligaments and a great muscle just under the protective cover that leaves me several pounds above ideal weight, but after decades, even participating in several championships with broken ribs, injuries on mylegs or hands, the biggest problem is still the Tendinitis. I have 4, one of calcaneus, two patellares and one on my hip and a few years ago I began to spare my back to be able to continue to skate.
I use shin guards, coach tapes, insole footprint and all kinds of protection, precisely to avoid those impact injuries or hits.

Tenho bons ossos, ligamentos saudáveis e uma ótima musculatura logo abaixo da capa protetora que me deixa vários kilos acima do peso ideal, mas após décadas, mesmo participando de vários campeonatos com costelas quebradas, lesões nas pernas ou mãos, o maior problema ainda são as tendinites. Cheguei a ter 4, uma de calcâneo, duas patelares e uma de quadril e há alguns anos comecei a poupar minhas costas para poder continar a andar de skate.
Eu uso caneleiras, coach tapes, palmilhas insole footprint e todo tipo de proteção, justamente para evitar aquelas lesões por impacto ou batidas.


3.) There had only been 2 skateboard trucks designed specifically for freestyle. Thunder and Uptrucks (Brazilian trucks with a rubber pogo stand molded into the design). What can you tel us about Uptrucks? Were you involved with the production at all?

 The uptrucks took time to come true. They were trucks for street and vert soft with this innovative technology of not using bushings or kingpins. When I had the opportunity to design the freestyle version I sent a handmade piece of truck and it was a success. What led to be no longer manufactured was the extremely high cost of production (40 processes involved) and the prejudice of skaters in relation to trucks that are not made of metal.

Os uptrucks levaram tempo até virarem realidade. Eram trucks para street e vert macios com essa tecnologia inovadora de não usar amortecedores ou parafuso central. Quando surgiu a oportunidade de projetar a versão para freestyle eu enviei um truck moldado à mão que foi copiado e foi um sucesso. O que o levou a não ser mais fabricado foi o altíssimo custo de produção ( 40 processos no total) e o preconceito dos skatistas em relação à trucks que não são feitos de metal.

4.) You have recently designed freestyle wheels for MOSKA. It features an interesting shape with a very durometer (53d). Please explain the design process and why this unusual duro?


The wheels took longer. I never wrapped my name in the products, I simply called them "freestyle", but one day I realized that my name would be more important than that to the sport because there are many sports that use this denomination. It started with adaptations in existing molds of street wheels and gradually was changing. There were about 6 formats until I could make a model handmade and have the molds faithfully reproduced. For a long time the skateboard brands used the Shore A scale, which goes only up to 100A and the wheels were mostly 97A. For several reasons, US brands have begun calling harder wheels that belong to the "D" scale, with ranks that do not exist such as 101 or 102A - but that does not possible! 53D is slightly above the 100A scale, but there are other urethane properties that interfere with durability, speed, resilience, etc.

As rodas levaram mais tempo. Eu nunca envolvia meu nome nos produtos, os chamava simplesmente de "freestyle", mas um dia percebi que o meu nome seria mais importante que o da modalidade porque existem muitos esportes que usam essa denominação. Começou com adaptações em moldes existentes de rodas de street e aos poucos foi mudando. Foram cerca de 6 formatos até que eu pude fazer um modelo à mão e ter os moldes fielmente reproduzidos. Durante muito tempo as marcas de skate utilizaram a escala Shore A, que vai somente até 100A e as rodas eram na maioria 97A. Por vários motivos, empresas americanas começaram a chamar rodas mais duras que pertencem à escala "D" com graduções que não existem como 101 ou 102A- mas isso não existe! 53D está um pouco acima da escala 100A, mas existem outras propriedades do uretano que interferem na durabilidade, velocidade, resiliência, etc..

5.)  Let's talk about your one handed handstand varialflip. It has to go down as one of the hardest freestyle tricks ever. How did you come up with it?


Wow thanks! I always thought it was quite technical but I've never seen it that way. I always looked ahead of the tricks. The first reason to learn was to like the trick, which was not the case with the handstands or primo slides. The second would be in evolution itself, I did not see many possibilities of creating variations in coconut wheelies, so it took more than 10 years for me to finally start training. The same happened with the handstand, I did not want to learn the rolling trick that most freestylers do, I wanted some that was very technical and I could add my signature and that was when the handstand came back from flip 180 ° when I started doing it with one arm. I managed to land on rail a few times, but I was always more confident about getting back on base.

Wow, obrigado! Sempre achei que ela é bastante técnica mas nunca a vi dessa forma. Eu sempre olhei à frente das manobras. O primeiro motivo para aprender era gostar dela, o que não acontecia com os handstands e primos. A segunda seria na própria evolução, eu não enxergava muitas possibilidades de criar em cima de coconuts, por isso levou mais de 10 anos para que eu finalmente começasse a treinar. O mesmo aconteceu com o handstand, eu não queria aprender as rolantes, queria alguma que fosse muito técnica e eu pudesse acrescentar minha assinatura e foi aí que surgiu o handstand voltando de flip 180° quando passei a fazê-la com um braço. Consegui aterrisar em rail algumas vezes, mas sempre estava mais confiante em voltar na base.